terça-feira, 1 de outubro de 2013

Programação aventura na semana do município

20/10 Trilha da Primavera 


Trekking de nível médio, podendo  ser praticado por qualquer pessoa que se sinta fisicamente preparada. Percorreremos por entre a mata nativa e afloramento rochosos, trilhas que nos levarão aos seguintes lugares:
-Chácara do Forte
-Cerro dos Testemunhos
-Mina do Andrade
-Pedra do Índio 
-Pedra da Abelha 
-Pedra do Segredo

SAÍDA: 8:30 Forte D. Pedro II (Praça da Vó Dilma)
RETORNO: 16:30 de ônibus
INSCRIÇÕES: R$ 15  (Até o dia 18/10 pelo fone 55 99551659) 
VAGAS: 20


DICAS:
- Levar Lanche para passar o dia;
- Minimo 1.5 L de água;
-Usar roupas e calçados confortáveis;
- Usar repelente e filtro solar;
-Carregar o lixo que produzir;
- Não remover nenhum tipo de amostra animal ou vegetal;
- Levar para casa apenas fotografias;

Esta atividade é uma boa pedida para quem curte se aventurar por trilhas naturais, buscando um contato mais íntimo com a natureza e, ainda por cima, o aventureiro terá a oportunidade de admirar paisagens formadas pelas formações rochosas mais belas de Caçapava do Sul. A trilha da primavera recebeu este nome em comemoração às 182 primaveras comemoradas por Caçapava do Sul neste mês de outubro, e por encontrarmos a natureza em plena floração, com destaque para várias espécies de cactáceas predominantes nesta região. 

___________________________________________________________________________________

22/10 Pedalada da Lua Cheia
Caçapava do Sul tem uma geografia ótima para a prática do ciclismo, além de locais paradisíacos que podem ser conhecidos através de um passeio de bicicleta. Se nosso município já lindo à luz do sol, que tal desfrutarmos de tudo isso à luz da lua? 
Se você já é adepto da bicicleta ótimo, se esta começando, melhor ainda, pois está atividade além de ter um nível moderado, podendo ser realizada por pessoas de todas as idades, também tem como finalidade formar novas amizades e incentivar a prática deste esporte pelos caçapavanos.


SAÍDA: 19:30 CTG Sentinela dos Cerros
INSCRIÇÕES: R$ 5

Percurso: Aprox. 20 km, intercalando entre asfalto e estradas de chão;

Locais a serem visitados: Figueira bicentenária(estrada do Pinheiro) e lanche de confraternização no Camping do Cid.

DICAS:

- levar lanterna (pode ser lanterna de bike, de mão, headlamp)
- Levar min 1,5 L de água;
- Usar roupas e calçados confortáveis;

_________________________________________________________________________________

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Trip Torrinhas - Serra do Sudeste


Pedra das Torrinhas - O motivo desta Trip
Talvez você sonhe ir para os EUA, conhecer os arenitos do Grand Canyon no Arizona e aprender inglês. Nós também temos sonhos, e o principal deles é conhecer a nossa região até a sua porção mais íntima. Mas não é simplesmente conhecer, a gente quer conhecer indo de moto, de bike, a pé, remando, se aventurando. Por que de mesmice a televisão está cheia, e quem curte monotonia, por certo prefere ficar em casa com o controle remoto na mão sonhando ter dinheiro para viajar de avião para os EUA.
Quando falo "nós" temos sonhos, me refiro a um pequeno grupo de pessoas de Caçapava do Sul-RS, que se reúne não só para as atividades de aventura do grupo Flor de Tuna, mas também para sonhar em sair por ai desbravando a pampa. E quando eu falo "nossa região", me refiro ao Bioma Pampa, especialmente a região da Serra do Sudeste da qual fizemos parte. 
Em uma das minhas pesquisas sobre a geologia do grupo Guaritas*, me deparei com um nome que até então me era desconhecido, Pedra das Torrinhas. Para mim que sempre fui aficionada pelas belas formações rochosas das guaritas, descobrir Torrinhas foi como encontrar o mapa de um tesouro. Talvez dos mais de 300km2 pelos quais a formação guaritas se estende, eu possa dizer que este era o único lugar que me faltava para conhecer.
A partir dai passei a programar esta trip com o objetivo de conhecer este pedaço das Guaritas do outro lado do Camaquã, no município de Pinheiro Machado-RS, bem distante dos afloramentos mais conhecidos que ficam em Caçapava do Sul-RS. Primeiramente recorri aos mapas, para verificar as estradas, não as mais viáveis, eu queria as que me levassem até lá pelo caminho mais bonito. Eu e Mirce Pazinato, companheira nesta aventura, decidimos então pela opção de chegar até lá somente pelo interior, percorrendo estradas de chão, partindo de Caçapava do Sul , passando por Santana da Boa Vista, com destino a Pinheiro Machado, e o retorno faríamos passando por Candiota e Bagé.
Após resolvida a questão do percurso, a segunda tarefa era encontrar alguém que conhecesse um pouco mais da região e pudesse nos dar algumas informações úteis. Foi ai que as redes sociais mostraram-se como uma importante ferramenta no sentido de conhecer pessoas e trocar conhecimentos e informações. Depois de meses procurando alguém que de fato me desse alguma informação mais clara, encontrei um nome no site Panorâmio, "Cássio Lopes", joguei este nome no facebook e em seguida nos tornamos "amigos". Quando digo que os espíritos da florestas me guiam, alguns riem de mim, mas intuitivamente peguei o nome do Cássio, e não é que o cara era historiador, e estava louco para conhecer Torrinhas também, e já me deu o nome de outro historiador que morava na região (Sr. Artêmio), e não é que o Sr. Artêmio já havia morado em Caçapava, e ficou doido para mostrar o seu mundo para estas meninas aventureiras e "papa-laranjas"*. Então passamos a planejar a partir dai um encontro, não só de pessoas, mas de almas sedentas pelo encontro com o desconhecido.
Bueno, já sabíamos por onde ir, já tínhamos alguém para nos receber, e um local para colocarmos nossa barraca, o próximo passo era marcar a data que em meio a tantos compromissos, já fazia quase seis meses que adiávamos. Gostaríamos mesmo de ficar mais tempo por lá, e conhecer o máximo possível, mas chegou uma hora que não deu mais para esperar e, simplesmente arrumamos as mochilas e as motos, e encaramos o frio intenso da primeira quinzena de agosto, mesmo que fosse por apenas um final de semana.
Partimos de Caçapava do Sul numa manhã ensolarada de sábado, passando por Minas do Camaquã, Rodeio Velho, com planos de fazer o lanche do meio dia no Cerro da Lagoa, ponto mais alto de Santana da Boa Vista. 
Bolicho de beira de estrada no Cerro da Lagoa
Lagoa que dá nome ao lugar

Após lancharmos e curtirmos o visual e a energia do alto do Cerro da Lagoa, era hora de seguir em frente. Descemos pelo Rincão do Mouras em direção ao Rio Camaquã, percorrendo uma paisagem incrível, onde as estradas vão serpenteando entre os morros, e em meio a uma vegetação rasteira característica do pampa é possível observar algumas araucárias, lindas e imponentes, formando uma paisagem incrível.
Araucárias- Rincão dos Mouras
O Rio Camaquã, a balsa, o balseiro e o cusco.
Quando eu me refiro a conhecer a nossa região, não falo apenas em paisagem, mas todos os aspectos envolvidos com um determinado ambiente, desde a observação de algumas casas de pau-a-pique cobertas de capim santa fé, até a curta conversa que tivemos com o balseiro, tudo é conhecimento, é uma bagagem cultural que a gente leva para sempre. É uma reflexão que sempre faço: de que adianta um diploma pendurado em sua parede, se você não sair e aprender o que correga a vida que passa ao seu redor?
Chegar ao Rio Camaquã é sempre de uma energia muito boa, sempre bate uma vontade de ficar e curtir mais um pouco, mas estávamos ali só de passagem, então vamos passar, agora de Santana da Boa Vista para Pinheiro Machado.
Deste trecho em diante era tudo novo e desconhecido pra nós, e o mais gostoso é esta expectativa do que está por vir, os lugares, as coisas, as pessoas. Nossa próxima parada era a casa do Sr Artêmio, ao pé do Cerro do Papilete, lá encontraríamos com ele mais o Cássio. Já tínhamos a intuição que encontraríamos belas paisagens, e que eles eram super "gente boa", mas o mais legal de tudo é quando tudo supera nossas expectativas. Não tenho palavras palavras para descrever e agradecer receptividade do Sr. Artêmio, não só por nos acolher em sua propriedade com um carinho imenso, mas principalmente por dividir seu conhecimento conosco.
Mirce, Cássio, Artêmio e eu.
Local onde fomos recebidas,Cerro do Papilete-Pinheiro Machado

Por-do-sol
Embora tivéssemos chegado ao Cerro do Papilete já rumando para o final da tarde, a ansiedade por conhecer Torrinhas era imensa que mal nos apresentamos, e rumamos Mirce, Cássio e eu juntamente com o vaqueano* Artêmio para o nosso destino tão esperado. Mais uma vez volto a dizer, tive minhas expectativas superadas. Este momento foi representado por um misto de sensações boas: como se não bastasse a beleza dos afloramentos rochosos a nossas volta, o canto dos pássaros, tivemos a sorte de curtir o por-do-sol ouvindo os causos de dois grandes historiadores.
A noite já vinha chegando, então rumamos para a casa do Sr. Artêmio, tomar uns mates e seguir a conversa noite a dentro, afinal
Proseando ao pé das Torrinhas
estávamos em uma região impregnada pela presença de um passado marcante para a história do Rio Grande do Sul, seja pelas marcas     das demarcações de terras, movimentos jesuíticos, revoluções farroupilha e federalista, há uma memória muito forte na alma das pessoas que vivem nesta região. Uma das coisas que mais nos chamou atenção em relação aos hábitos dos moradores dos campos de Pinheiro Machado, foi o costume que os homens têm de camperear* com uma mão segurando a rédea do cavalo, e a outra carregando uma espingarda. É como se cada menino crescesse com a necessidade de andar por aqueles cerros defendendo seus ideais com armas na mão.
Lua Crescente
Claro, olhemos também para a questão negativa, o principal motivo destes homens andarem com uma arma em punho nos tempos de agora é a caça aos animais silvestres, visto como invasores de suas propriedades, e isso infelizmente é uma cultura difícil de ser desfeita quando se fala do gaúcho.
Depois de uma noite enfeitada de lua linda e prosa buena, regada a um bom vinho, já cansados fomos dormir.
Domingo acordamos cedo, fizemos um mate e fomos conhecer o alto do Cerro do Papilete, de onde foi possível observar toda a extensão da formação guaritas que se estende desde Torrinhas até o Rio Camaquã.
Rumo à vila de Torrinhas
Chegada a hora de seguir em frente, a próxima parada era a famosa vila de Torrinhas, uma vila bem antiga que cresceu às margens da estrada. A economia da região era aquecida em função da produção de lã, Torrinhas era independente economicamente de Pinheiro Machado, possuía cooperativa, clube social, farmácia, armazéns e até um hospital.
Hoje a lã já não é mais a menina dos olhos do pessoal de lá, e como os campos são pedregosos e pouco produtivos para a pecuária e agricultura, o último suspiro de alguns moradores foi a silvicultura. Fator que tem modificado drasticamente a paisagem daquele lindo pedaço da Serra do Sudeste.

Silvicultura 
Bem vindos a Torrinhas! 










Marco da Batalha de Porongos-
Cerro dos Porongos
Ainda na companhia dos vaqueanos Cássio e Artêmio, partimos de Torrinhas em direção ao Cerro dos Porongos. Neste local há um marco em homenagem aos Lanceiros Negros que em 14 de novembro de 1844 foram massacrados pelas tropas imperiais. Não vou me ater a detalhes sobre esta batalha, pois existem duas versões: a mais aceita é que David Canabarro teria traído os lanceiros, desarmando-os para facilitar a vitória dos imperiais; a segunda hipótese é que de fato os lanceiros teriam morrido lutando, mas como verdadeiros heróis. O que eu sugiro, para aqueles que quiserem conhecer mais sobre este fato, é que procurem mais a fundo relatos sobre este acontecimento. Pois embora eu tenha a minha posição, não me arrisco a defendê-la aqui, afinal eu não estava lá para ver. Visitamos o marco que está localizado ao pé do Cerro dos Porongos, mas o Sr. Artêmio nos levou até mais abaixo, às margens do arroio Porongos, onde de fato ocorreu a batalha e salientou "as tropas farroupilhas estavam acampadas na beira do arroio quando foram surpreendidos pelos imperiais".
Marco da Guarda Velha
Dali, já rumando em direção a Candiota, no caminho de volta para casa, passamos no marco da Guarda Velha. Com a Tratado de Santo Ildefonso de 1777, houve a separação das terras de domínio espanhol e português, neste local além de passar a linha imaginária que separava os dois domínios,  havia uma guarda permanente.
Bom, era chegada a hora de nos despedirmos de nossos queridos amigos, dali em diante Cássio e Artêmio seguiriam para Pinheiro Machado, Mirce e eu de volta para Caçapava.
É tão estranho, nos conhecemos havia apenas dois dias, e a sensação era de termos passado um tempão juntos, viajado não só através dos lugares, mas principalmente através da história da região  muito bem retratada nas palavras dos nossos dois amigos. Não foi uma despedida, e sim um " Muito obrigada! Até breve, esperamos vocês em Caçapava!".
O que trouxemos para casa- Além de muita poeira nas roupas e no cabelo, trouxemos dois amigos no coração, além de um conhecimento impagável que até dois dias atrás nos era alheio e distante. E é claro, realizamos um sonho, conhecer Torrinhas, a parte das guaritas que faltavaVEJA + FOTOS! 

domingo, 8 de setembro de 2013

Rodeio Velho de Bike

Rodeio Velho - Cerro Escarpado
Uma das coisas que mais me orgulho é dizer que sou filha de uma mocinha delicada das Guaritas e de um domador caborteiro do Rodeio Velho. Ou melhor dizendo, sou uma rocha metamórfica resultante do encontro da delicadeza de uma rocha sedimentar das Guaritas com a brutalidade de uma rocha vulcânica do Rodeio Velho...Muitos me conhecem por ser cria das Guaritas de Caçapava do Sul-RS, venho dizer que tenho um pai chamado Rodeio Velho, Santana da Boa Vista-RS. Duas regiões vizinhas, de municípios diferentes, separadas por fronteiras imaginárias que o homem inventou, mas que sempre estiveram ligadas através de amores, histórias e rastros de cavalo.
Estrada Rodeio Velho- Santana da Boa Vista
Um dos meus programas preferidos de infância era ir com meu pai, a cavalo, percorrendo alguns kms por estreitas estradas de chão, desde a nossa casa nas Guaritas, até o Rodeio Velho, onde até hoje ele mantém uma propriedade que foi herança de seus pais. A desculpa de ir nesta indiada era ajudar meu pai com a lida no campo, mas na verdade o que eu queria era ver minha avó, brincar com meus primos que moravam naquela região e o principal, tomar banho nas águas mornas do Arroio do Moinho.
O tempo passa, a gente cresce, e deixa de ser criança,certo?! Errado, porque eu apenas cresci, mas ainda permaneço uma criança! Claro que agora não me aventuraria em andar por estas estradas no lombo de um cavalo. Não por falta de espírito de aventura, mas por pena do animal, que é bem mais bonito livre, pastando no campo. Agora a tecnologia é outra: bicicleta! Com ela posso percorrer os caminhos que fazem parte da minha história, curtir a natureza, sentir a liberdade no rosto.
Banho no Arroio do Moinho 
Com ela posso correr pelas estradas, mas quem me dera correr contra o tempo... Pois a cada vez que volto para o Rodeio Velho me deparo com mais uma tapera. E para mim, tapera é o mesmo que saudade.  Talvez um dia, só restem mesmo as nossas memórias, de um tempo que a família se reunia no ano novo para lavar a alma no Arroio do Moinho...De um tempo que roubávamos os doces da vó, pois em meio a mais de cinquenta netos, levava quem chegava primeiro. Talvez um dia, não reste mais nada, a não ser apenas estas rochas... Mas, o lance é curtir o hoje, aproveitar ao máximo os seus lugares e as suas pessoas, curtir cada segundo intensamente. E se der para curtir tudo isso de bicicleta, melhor ainda.
Pedra Pintada
                                             
                                              Vídeo!
por Jackeline Moreira

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Trilha Interpretativa Guaritas - Passo do Umbú


O grupo Flor de Tuna Cia de Aventura e Nidetur (Núcleo Integrado de Desenvolvimento Turístico), com o apoio da Universidade Federal do Pampa, promoveram no dia 03 de agosto, sábado, um passeio interpretativo pela região das Guaritas, tendo como público alvo alunos do ensino médio de escolas de caçapava do Sul. Nota-se ultimamente uma relação inversa entre as ações humanas e o bem estar do meio ambiente, onde o homem explora sem limites a natureza para o seu “progresso”. Vivemos em uma sociedade que tem separado o domínio ambiental do domínio social, o objetivo de realizar uma atividade foi principalmente resgatar esta relação homem-ambiente onde o jovem tem a oportunidade de  formar suas próprias interpretações, tomando uma consciência sua, que é diferente daquela vista nos livros ou sites. Além disso, buscou-se também despertar nestes jovens a consciência das riquezas naturais e geológicas do nosso município bem como as potencialidades que Caçapava tem nas áreas das ciências naturais e ciências da terra.
Durante esta aventura os participantes puderam conhecer duas regiões distintas de Caçapava do Sul.  A primeira atividade do dia foi desenvolvida na região de transição entre Passo do Umbú e Guaritas, na propriedade do Sr. Valmir Moreira que gentilmente guiou o grupo e dividiu seu conhecimento sobre o local, durante o percurso das belas trilhas entre  matas nativas que nos levavam ao topo de imponentes e majestosas rochas que serviam de mirantes para um cenário místico e indescritível, revelando um lugar mais lindo que o outro através do horizonte.
O que mais chamou atenção dos participantes foi o fato de terem um contato mais próximo com um ambiente que ainda se encontra preservado, que faz parte da sua região, da sua identidade, e principalmente com características geológicas tão peculiares e com grande número de espécies de plantas endêmicas como alguns cactos.

Cacto endêmico                                                                                                                         

Para segunda atividade rumamos para a região mais conhecida das Guaritas e fomos recebidos na sede da Associação de Moradores pelo Sr Decinho, morador da região, proprietário e guia local para as trilhas dos arredores da Pedra da Guarita e Pedra do Boi.
Embora esta região seja bastante divulgada como referencial turístico de Caçapava do Sul, muitos nunca tinham tido a oportunidade de conhecer o lugar, e muito menos de dedicar um fração de tempo a interpretar as belezas geológicas e naturais que marcam este local. E talvez tenha sido este o grande barato deste evento, pois além de oferecer aos jovens uma atividade em meio à natureza, puderam também formar novas  amizades, trocar ideias, e principalmente, voltar para casa cheios de fotos bonitas e sentimentos positivos em relação à região em que vivem.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Trilha Mina do Andrade - Testemunhos


Um  dia ensolarado com temperatura agradável foi perfeito para a trilha de bicicleta promovida pelo Flor de Tuna Cia de Aventura, no sábado, 29. Ciclistas da cidade saíram do Colégio Coeducar e percorreram quinze quilômetros, num trajeto que passou pelas localidades de Mina do Andrade e Testemunhos e Alto da Meia Légua.
A aventura iniciou às 13h30m e assim que o grupo deixou o perímetro urbano, pode registrar imagens das belezas naturais de Caçapava. A primeira parada, nos Testemunhos, de um lado se tem a vista da cidade e do outro o vale. Um lugar encantador e místico, para os amantes da natureza. Os ciclistas foram também na Mina do
Andrade, onde a paisagem revela de um ângulo diferente, a Pedra do Segredo e da Abelha. No retorno, o grupo passou pelo Alto da Meia Légua e a chegada na cidade foi por volta das 18 horas. (Fonte: Jornal Gazeta de Caçapava)

Preserve a biodiversidade!

 
Embora o evento tenha sido denominado como trilha, a programação foi um passeio, pelo interior do município, onde os aventureiros puderam apreciar e registrar as belezas de Caçapava. Além da prática de esporte, buscamos proporcionar a interação com o meio ambiente. Encontros como este contribuem para aliviar as tensões da vida urbana, experimentar novas sensações relacionadas à natureza e socializar com pessoas que não são do convívio diário. Esse tipo de atividade interfere positivamente tanto na qualidade de vida como na autoestima.
 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

2º Passeio Ciclístico Ecológico

 O que te move?
 
Esta foi a indagação estampada na campanha de divulgação do 2º Passeio Ciclístico Ecológico. O que nós pretendíamos era fazer com que as pessoas refletissem sobre o significado que a bicicleta tem em suas vidas e qual finalidade costumam dar para ela. Ela é paixão nacional, somos todos movidos por motivos diferentes, temos estilos diferentes, nossas idades podem ser
diferentes, mas temos a bicicleta em comum.

Este evento ocorre em comemoração à Semana do Meio Ambiente que acontece sempre nos dias entre 5 de junho (dia mundial do meio ambiente), onde todos os olhares estão voltados para as questões sustentáveis. Claro, nós defendemos o uso da bicicleta não só como um exercício saudável mas também como uma alternativa limpa para a locomoção, mas a ideia do Passeio ciclístico é mais que difundir o uso da bicicleta; é provocar um dia de brincadeiras, e principalmente de reflexão em torno das nossas ações simples do dia-a-dia.
Desde a primeira edição conseguimos encaixar atividades com um caráter ecológico dentro da programação do evento tais como a distribuição de mudas de árvores nativas, material educativo, coleta de lixo eletrônico e distribuição de sacolas retornáveis.


O Passeio Ciclístico de 2013 aconteceu no sábado dia  08 de junho, com uma programação que teve início às 14hs. A concentração para a saída se deu no Forte D. Pedro II, onde foram entregues camisetas para os 50 primeiros inscritos. 
Superando as nossas expectativas, mais de 100 ciclistas de todas as idades participaram do evento, cumprindo um trecho urbano de 8 km que partiu do Forte D. Pedro II até o Aeródromo. Todos conseguiram completar o percurso com êxito, e o apoio da Brigada Militar foi extremamente importante, assegurando que tudo saísse em ordem. O evento também contou com uma participação especial, as crianças do pelotão da Brigada Mirim.
 
Ao chegar no aeródromo os ciclistas foram recepcionados com um alongamento coletivo realizado pela equipe da academia Phisical e em seguida uma mateada com a distribuição de erva-mate e água quente por Taquapy.
 

 Foram distribuídas mudas de ingá e ipê, uma gentileza da Dagoberto Barcellos. Duas bicicletas de 18 marchas foram sorteadas, uma doada por Pangea Ambiental e a outra pela loja Deltasul, além de muitos outros brindes. A Macboot sorteou um par de botas próprias para aventura além de distribuir lindas sacolas retornáveis.
 
 
 
Muitos participantes aproveitaram para dar o descarte adequado para o lixo eletrônico, a coleta foi feita pela empresa Ecolog. Ainda no aeródromo aconteceram apresentações de praticantes de slackline e o aeromodelismo ficou por conta da UCA.
 O que se pretende é tronar o Passeio Ciclístico uma programação fixa da semana do meio ambiente, onde além de difundirmos o ciclismo, também possamos despertar a população para  algumas ações simples como plantar árvores, descartar o lixo em local adequado, usar vasilhas retornáveis, entre outras. Cabe salientar que tudo isso só é possível por contarmos com o apoio de empresas e pessoas parceiras; a estas deixamos nosso agradecimento.

A proposta do Passeio Ciclístico Ecológico alia meio ambiente e solidariedade, pois ao se inscrever no evento o participante deve doar 1 litro de leite que cada ano será revertido à uma instituição diferente. Na quarta-feira 13 de junho o grupo Flor de Tuna, em nome de todos os ciclistas participantes, entregou ao abrigo institucional Bem-me-quer 105 litros de leite UHT arrecadados durante as inscrições.
 
Veja aqui todas as fotos!
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

E-book Caminhos do Sul da América


Projeto que visa o desenvolvimento turístico de Caçapava do Sul e região, associando aspectos geográficos e culturais comuns aos países vizinhos do sul do Brasil: Uruguai, Argentina e Chile, e considerando este município como um importante ponto viário que liga os países do sul da América do Sul. Sua proposta é a aproximação dos povos latinos e a integração cultural e turística de Caçapava com estes povos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Caiaque Rio Camaquã


Acredito que seja normal exaltarmos o local 
de onde viemos, então não posso deixar de dizer que o Rio Camaquã é o rio mais bonito do Rio Grande do Sul. Nesta aventura percorremos em três dias 70 km de rio entre os trechos da ponte da  BR 153 em Caçapava do Sul e o Fervor em Santana da Boa Vista, talvez a parte mais encantadora dos 430 km que o Camaquã percorre desde sua nascente até sua jusante na Laguna dos Patos. De origem tupi-guarani, Camaquã tem duas versões para o seu nome: "rio das vespas""rio da serra com forma de seios". Segundo historiadores, rio das vespas é versão mais aceita.



Recomendo a quem nunca cedeu uma fração do seu tempo aos encantos de um rio, a fazê-lo, pelo menos uma vez na vida. Remar ou, de qualquer forma, navegar por um rio é deixar tudo o que você era antes nas correntezas e reconstruir-se. É como se fizéssemos uma viagem à intimidade da natureza, e ao mesmo tempo ao encontro de nossa própria intimidade.
Este trecho de rio pelo qual passamos entrecorta uma parte da região das guaritas. É uma experiência sem igual, ainda mais falando deste trecho do nosso velho Camaquã, que vai passeando entre montanhas rochosas e, debruçadas em suas barrancas estão majestosas matas que abrigam carinhosamente uma riqueza de pássaros e mamíferos. O mais bonito desta viagem são as manadas de capivaras que, muito ariscas, sempre fogem ou simplesmente se atiram na água.

 Cabe salientar que este percurso é um dos mais preservados, e com menor índice de degradação, pois os grandes índices de atividades como drenagem, balneários, desmatamento, agricultura com utilização de químicos, encontram-se de Santana da Boa Vista para baixo.
Depois de remar rio abaixo, tomar muitos banhos refrescantes ao longo do caminho, melhor coisa é parar em algum local estratégico para arrumar o acampamento. A vontade que dá é de nunca mais voltar para a cidade, a calmaria é tão grande que se pode escutar a música que mistura o canto dos animais e o barulho das águas. Sem falar da beleza da noite, que nos vez ficar horas observando as estrelas e tentando adivinhar nossa localização só pela observação da lua e do cruzeiro do sul, pois como o rio faz muitas voltas, nosso senso de orientação fica um pouco embaralhado. Um conselho para quem gosta deste tipo de aventura, deixe o gps em casa, oriente-se pelas pistas que a natureza dá, era assim que viviam nossos antepassados, o que os fazia muito mais espertos do que nós.


 Ao dividir nosso diário de bordo com vocês, divido também algumas dicas:
_ Faça fogo somente quando necessário, e em locais seguros;
_ Leve embora com você todo o lixo que produzir;
_ Não leve nenhum tipo de amostra animal ou vegetal;
_ Ande em silêncio;
_ Não esqueça um bom vinho e a "moda" de chimarrão;
_Use repelente e protetor solar;
_ Para impermeabilizar e afofar o local que você vai arrumar sua barraca, você pode colocar uma camada de barba-de-pau;
 _ Você pode utilizar a água do rio para beber, basta utilizar um sistema simples de filtragem, acoplando uma vela de filtro a uma garrafa pet, e /ou se preferir pode também ferver ou utilizar pastilhas que purificam a água.
_Seja um aventureiro(a) consciente!
 Veja + FOTOS!